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A normalização internacional, europeia e nacional tem seguido as tendências globais, nomeadamente no que respeita à Inteligência Artificial (IA). A ISO/COPOLCO lançou recentemente um white paper sobre a temática – COPOLCO AI White paper – Review of the Current AI Regulatory landscape and recommendations for ISO Work.
O documento aborda o impacto da IA nos consumidores, destacando a necessidade urgente de alinhar o desenvolvimento tecnológico com a proteção de direitos fundamentais. Embora a IA ofereça oportunidades em áreas como a saúde e a sustentabilidade, o relatório alerta para riscos críticos, como a violação da privacidade, a propagação de desinformação ("alucinações"), preconceitos algorítmicos e a exclusão de grupos vulneráveis devido à falta de literacia digital ou infraestruturas.
Para mitigar estes danos, a ISO recomenda que as normas internacionais priorizem a transparência algorítmica, o consentimento informado e a supervisão humana obrigatória em serviços críticos. Defende ainda que a criação de normas técnicas deve ser inclusiva, integrando a voz de organizações de consumidores e de países em desenvolvimento para garantir que a IA seja ética, segura e acessível para todos, funcionando como um complemento necessário à regulação pública global.